Depois de 66 dias de UTI, alguns sustos em meio a respiradores, sonda e agulhas nos bracinhos com antibióticos, convulsões, cardiopatia, retinopatia e mais algumas palavras que não faziam parte do nosso cotidiano, nossos pequenos filhos estão em casa, graças a Deus e a todos que de alguma forma nos ajudaram, seja nas orações, "rezas", pensamentos positivos, etc.
Agora estamos começando uma nova fase, que não será fácil, mas eu não estou reclamando, pois queríamos muito ter filhos. Depois de 3 anos tentando até a surpresa de uma gravidez de quadrigêmeos, penso que não queria que fosse diferente (tirando a UTI apenas).
Uma vez a Elis me perguntou se nós pudessemos voltar atrás se eu escolheria ter quadrigêmeos, eu disse que sim, é claro que não temos a estrutura financeira que gostaríamos ter para criá-los, mas mesmo olhando pelo ponto de vista mais frio possível (... comentário feito aqui no blog), eu não consigo sequer imaginar em fazer a redução embrionária, quando vejo cada rostinho, não consigo imaginar qual deles poderia ter "deixado de existir" se tivessémos concordado com isso... mesmo com todas as dificuldades que possam acompanhar essa decisão.